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Autoestima

Agosto Lilás: campanha alerta sobre a conscientização da violência contra a mulher

Foto: Unsplush

No mês de agosto, a Lei Maria da Penha celebra 12 anos de existência. Além disso, o mês é dedicado à campanha “Agosto Lilás”, que promove a conscientização sobre a violência contra a mulher.

A Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) considera crime qualquer tipo de violência doméstica e familiar contra a mulher. Além da omissão, lesão, sofrimento físico, sexual, psicológico, dano moral e patrimonial.

Em apoio à campanha é necessário discutir a questão da violência contra a mulher, já que a mesma acontece em todas as classes sociais, etnias e profissões.

De uma maneira genérica o que é vivido na contemporaneidade é o desdobramento de toda a nossa existência, trazendo consigo resquícios de épocas longínquas. Viver sob o medo da morte é algo inerente à teoria evolutiva, e neste quesito a mulher é levada a desvantagens por características biológicas, ficando sob ameaça até mesmo do sexo oposto da mesma espécie. Ser mulher em um grupo social torna-se sinônimo de vulnerabilidade.

Em um contexto cultural e histórico é possível perceber que a mulher tem um papel desigual ao sexo oposto, sendo colocada muitas vezes em uma posição submissa. Sua objetificação corrobora o machismo, e tamanho desvalor tem o poder de transformá-la em vítima até mesmo em crimes hediondos. A violência contra a mulher toma destaque no processo civilizatório porque o homem é violento, e em especial com as mulheres. O problema da mortalidade violenta de mulheres foi denunciado pela primeira vez por movimentos feministas, somente há trinta anos, trazendo então a expressão letal do ato. Feminicídio não compreende somente à morte de mulheres, mas sim ao conjunto de violações dos direitos humanos com relação ao seu gênero, e tais violações implicaram na construção de seu papel social.

Brasil tem a quinta maior taxa de feminicídio do mundo

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a taxa de feminicídio no Brasil é a quinta maior do mundo e seus motivos começaram a ser objeto de estudo. A violência doméstica e sexual são prevalentes entre os casos, trazendo à tona a discussão de que feminicídio é a morte que pode ser evitada, e para que isto ocorra é necessário que haja não somente uma desconstrução cultural, mas também atuações mais incisivas no cumprimento das leis já existentes.

A Lei Maria da Penha é considerada como uma das três mais avançadas do mundo no enfrentamento à violência contra a mulher, e sua implementação encontra barreiras até os dias de hoje por questões sociais.

O menosprezo ou discriminação à condição feminina é o fundo da motivação destes atos, e todas estas formas de violência acarretam danos significativos à saúde emocional da mulher, na formação de sua subjetividade e também no sentido de sua existência. Destacar as características socioeconômicas, culturais, comportamentais ou quaisquer características numa tentativa de voltar à mulher a culpa pela violência sofrida consolida a desigualdade.

Não se cale diante de um ato de violência. Nenhuma a menos!

Foto: Unsplush

Psicóloga Clínica (CRP 05/52320), Psicanalista e apaixonada pela saúde metal e atenção psicossocial. Suas pesquisas publicadas giram em torno de periódicos voltados para urgencias psiquiátricas e avaliação psicológica do suicídio.

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