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Autoestima

Compulsão alimentar: e quando eu não consigo parar de comer?

Foto: Recoveryr Ranch

Alimentar-se é uma necessidade fisiológica básica, pois sem isso não sobrevivemos. E dependendo de sua qualidade, as conseqüências à saúde podem ser graves, além de causar alterações fenotípicas. Mas como saber que algo tão necessário e trivial está fora de um padrão de normalidade e é considerado um transtorno?

Um transtorno é caracterizado por um padrão de comportamento disfuncional que traz desconforto, malefícios àquele que o pratica ou a quem o cerca. Dentre tantos transtornos alimentares, hoje falaremos sobre a compulsão alimentar, caracterizada pelo consumo exagerado de alimentos, que é comumente associada a transtornos ansiosos. O indivíduo come muito além das suas necessidades diárias trazendo riscos à sua saúde. Não se trata de eventuais exageros, mas sim da repetição deles.

A compulsão alimentar muitas vezes ocasiona episódios de hiperfagia, que é uma sensação de fome excessiva que acarreta no consumo exagerado de alimentos. Por se tratar de uma compulsão, a pessoa tem dificuldade de parar a ingestão ou de controlar os impulsos. São comuns sensações de desconforto após comer por causa da quantidade de alimento ingerido. Quando associados a problemas psicológicos, estes episódios são relacionados à tristeza, raiva, frustração ou qualquer tipo de alívio momentâneo a sentimentos difíceis de “digerir”. De regra, estes episódios são seguidos de sentimento de culpa, podendo resultar em tentativas forçadas de vômito, uso de laxantes e diuréticos numa proposta de compensação pelo mal feito, provocando um outro transtorno alimentar: a Bulimia.

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A mudança na quantidade de gordura corporal tende a trazer problemas com a auto-imagem, interferindo nas relações interpessoais causando um isolamento social. A sensação de vergonha de seu corpo em conjunto com a vergonha da quantidade de alimento pode fazer com que a pessoa esconda embalagens dos produtos consumidos, podendo até mesmo deixar de comer diante de outras pessoas por medo do julgamento. Como dito, a compulsão alimentar ocasiona transtornos ainda maiores. E se a causa destes comportamentos não forem descobertos e tratados por um profissional, podem trazer problemas para toda a vida.

Foto: Shutterstock

O ato de comer vai muito além de alimentar-se, é uma expressão social e cultural. A mudança de hábitos que o tratamento da compulsão alimentar requer está para além do cotidiano, abrange também uma mudança cultural sobre comer. A comida é habitualmente associada a momentos diversos que vão de comemorações a consolos. Além de sustentar o corpo, sustenta ambientes festivos e ocasiões de frustração. Está diretamente associada a datas como páscoa, natal, dia dos namorados, aniversários e, em algumas culturas, a velórios também.

Dar guloseima para acalentar uma criança ou bombons para a namorada, almoços em família, churrasco com os amigos… São incontáveis as ocasiões onde a comida e afeto são associados. E esta mudança requer uma quebra de paradigma. Por isso, fique atento aos seus comportamentos alimentares e também aos daqueles que estão próximos a você. O preconceito e a falta de conhecimento são as principais barreiras para a consolidação de um tratamento.

Psicóloga Clínica (CRP 05/52320), Psicanalista e apaixonada pela saúde metal e atenção psicossocial. Suas pesquisas publicadas giram em torno de periódicos voltados para urgencias psiquiátricas e avaliação psicológica do suicídio.

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