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Liberdade! Mulheres conquistam o direito de dirigir na Arábia Saudita

Foto: G1

Na Arábia Saudita, até há bem pouco tempo as mulheres eram proibidas de dirigir. No dia 24 de junho, no entanto, isso foi modificado, graças ao príncipe Mohammed bin Salman, que tem por objetivo modernizar o país. Vale lembrar que muitas ativistas ainda estão presas por determinação do governo saudita por tentarem “infringir” a proibição do país. Não existe nenhuma lei que as proíba, mas elas simplesmente não podem assumir o volante.

Muitas, inclusive, podem ser julgadas por um tribunal por promover o terrorismo e podem pegar até 20 anos de prisão. Desde de setembro de 2017, a nova lei foi anunciada, mas só agora as mulheres sauditas passaram a ter esse direito.

Quando o relógio deu meia-noite, algumas delas foram às ruas celebrar a nova vitória conquistada. No entanto, parece que a notícia ainda não foi muito bem recebida por alguns homens do país. No dia 4 de julho, Salma al-Sherif, de 31 anos, teve seu carro incendiado por homens contrários ao direito das mulheres de também poderem dirigir.

“Vejam, sou uma mulher saudita que já esteve na cadeia por dirigir em um país onde mulheres não deveriam dirigir carros. Apenas por me dar as chaves de seu carro meu irmão já foi detido duas vezes e ele já foi assediado ao ponto de ter que abandonar seu trabalho como geólogo, deixar o país com sua esposa e seu filho de dois anos”, disse Manal al-Sharif, em uma conferência.

O incidente aconteceu próximo à cidade sagrada de Meca. Segundo a polícia da região, os culpados já estão sendo procurados. Após décadas de proibição no país, parece que muitos homens ainda não aceitam a ideia da mulher assumir a direção.

Desde que assumiu o reino, o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman assinou decretos que ajudam a combater o profundo conservadorismo do país. Entre as medidas tomadas, estão os direitos das mulheres poderem frequentar estádios de futebol, entrar para a polícia e dirigir. A iniciativa faz parte das mudanças em prol da globalização, já que a Arábia Saudita está atualmente no 138° lugar no ranking de paridade de gênero no relatório de 2017 do Fórum Econômico Mundial.

O direito de dirigir é um tímido começo para um país que ainda é extremamente conservador, e que tem assolado as mulheres sauditas com muitas restrições à sua liberdade como mulher e cidadã. Isto é, para abrir uma empresa, trabalhar ou simplesmente abrir uma conta no banco, é permitido só com a autorização de um homem. Torcemos para que o legado do Mohammed bin Salman abra espaço para a discussão e concessão de muitos outros direitos. A mulher deve ser protagonista da sua própria história.

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