TIM espaço mulher

Menu

Lifestyle

Precisamos falar sobre manterrupting e mansplaining!

Divulgação: Kristina Flour por Unsplush

Você já deve ter ouvido falar de “manterrupting”. O nome é designado para representar um tipo de violência contra a mulher. Ou seja, quando a mulher tem sua fala interrompida por um homem. O comportamento é mais comum do que se imagina, mas agora está ganhando destaque na mídia e vem sendo amplamente discutido.

Um  exemplo é o debate nas eleições americanas em que a candidata à presidência Hillary Clinton foi interrompida nada menos que 51 vezes pelo atual presidente Trump. Outro exemplo, porém recente, foi o debate de Manuela d’Ávila, 36 anos, pré-candidata à presidência, que em entrevista ao programa ‘Roda Vida’, da TV Cultura, foi interrompida 62 vezes.

Divulgação: Roda Viva

Não se engane. O problema é bem mais grave do que se imagina, já que ele reflete, sobretudo o poder da influência da desigualdade de gênero na sociedade. Por consequência disso, acabam afetando outros setores do mercado de trabalho, como mais oportunidades, salários equiparados entre mulheres e homens e ter seu direito respeitado como cidadã.

Pesquisa mostra que mesmo com o mesmo grau de escolaridade homens ainda recebem mais que as mulheres. (Foto: Ilustração: Karina Almeida/G1)

A postura do manterrupting é considerada parte de uma atitude sexista, que é usada como instrumento de desprezo e dominação a uma mulher. Além disso, é muito comum o mansplaining, outra atitude sexista em que o homem explica algo a uma mulher, mas sempre com um desprezo, como se ela fosse extremamente ignorante no assunto. Isto é, ele tenta explicar o óbvio a uma mulher como se a mesma não tivesse a capacidade de compreender.

Em entrevista dada à jornalista Letícia Casado, da Folha de São Paulo , Manuela d’Ávila foi questionada se é uma atitude machista destacar atributos físicos de uma mulher no ambiente de trabalho, em referência ao último discurso do ex-presidente Lula logo antes de ser preso, quando a chamou de “garota bonita”.

Manuela respondeu: “É parte de uma cultura machista. Mas naquele mesmo discurso, pro meu orgulho, ele disse algo extraordinário a meu respeito, que eu sou alguém que acredita na política. E é verdade. Há 20 anos da minha vida eu busco construir a transformação, inclusive dessa cultura machista a partir da minha militância política”, disse a deputada estadual (PCdoB-RS).

O termo surgiu pela primeira vez no artigo Speaking while Female, de 2015, no The New York Times, escrito por Adan Grant e Sheryl Sandberg. O artigo cita um estudo realizado pela psicóloga, Victoria L. Brescoll, da universidade norte-americana de Yale, que revelou que senadoras americanas se pronunciavam menos que os colegas do sexo masculino, até mesmo os de posições hierarquicamente inferiores.

“O machismo é um instrumento poderosíssimo para dizer a uma mulher que ela deve voltar para casa. Vou te contar o básico, o de todo dia: apelidinhos. Fofinha, bonitinha, menininha, mocinha… Outro básico é mansplaining, que é explicar o óbvio, o já dito por você mesma. Uma vez um vereador me explicou a importância de ter políticas de combate à violência contra mulher na cidade – sendo que a pauta era de minha autoria”, disse Sâmia Bomfim, de 28 anos, vereadora da cidade de São Paulo pelo PSOL, em entrevista ao site Universa.

Sâmia Bomfim em discurso na Câmara Municipal de São Paulo. Foto: Divulgação

A pesquisa ainda encontrou padrões semelhantes ao avaliar uma empresa de assistência médica e aconselhar um banco internacional. Nos exemplos citados, quando empregados do sexo masculino contribuíram com ideias, obtiveram avaliações de desempenho significativamente mais altas. No entanto, as funcionárias que contribuíram com ideias igualmente valiosas não melhoraram a percepção de seus gerentes sobre seu desempenho. Apesar disso, quanto mais os homens falavam, mais úteis os gerentes acreditavam que fossem. Mas quando as mulheres falaram mais, não houve aumento em sua utilidade percebida.

Interromper uma pessoa quando ela fala pode ser considerado falta de educação, mas é preciso estar atenta as formas de silenciar as mulheres. Muitas vezes um comentário machista, uma atitude de desprezar a inteligência da mulher vem disfarçado de prerrogativas do trabalho, quando na verdade não passam de atitudes sexistas com o mero intuito de diminuir a capacidade da mulher. Sexismo não é bobeira. Você só ganha seu espaço respeitando o do outro e se fazendo ouvir, independente do seu gênero sexual.  

Divulgação: Kristina Flour por Unsplush

O TIM Espaço Mulher traz todos os dias o melhor conteúdo para você se manter informada. Aqui, falamos sobre moda, beleza, amor, sexo, culinária, saúde e tudo o que passa na cabeça das mulheres.

TIM espaço mulher

Insira o número do PINCODE

· Serviço exclusivo para clientes TIM

· Receba dicas que toda mulher precisa saber!