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Livros para ajudar a criança a dormir: será que funciona?

ler para crianças
Publicado em fevereiro 3, 2017 pela Redação

Sendo eu, uma pessoa maluca por livros, claro que aqui em casa desde sempre estive rodeada deles, e quando engravidei, comprei mais uma porção deles pra mim e já comecei a biblioteca das crianças antes mesmo deles nascerem!

Bom, mas e os livros para ajudar a criança a dormir? Será que funcionam? Qual é a diferença dos livros normais? Então, recebi um release de uma editora perguntando se eu já conhecia este tipo de livro e pedindo meu endereço pois, eles gostariam de me enviar um exemplar para eu conhecer, ler e ver o que achava.

Eu li o release e pensei: qual a grande novidade em ler um livro para as crianças antes de dormir? Nós fazemos isso aqui em casa sempre, todas as gerações de mães fizeram, algumas crianças adormecem no meio da estória, outras ficam fazendo perguntas e só dormem no final, qual a grande NOVIDADE em LER para uma criança dormir???

Pois é, estes livros para ajudar a criança a dormir não são livros de estórias comuns, eles são livros escritos por terapeutas e neurologistas com técnicas linguísticas que induzem a criança ao relaxamento e, através de palavras especialmente lidas no meio de frases da estória, com entonações de voz diferentes, induzem a mensagem que “é hora de dormir” para o subconsciente da criança. Doidera, não?

Mas, qual mãe que já passou noites e mais noites com a criança chorando porque não quer ficar na cama dela, chorando porque quer dormir com você ou, levantando a madrugada toda com desculpas para não dormir que não toparia experimentar uma “doidera” assim, né? Topei!

O livro “O Coelhinho que queria dormir” (traduzido no Brasil pela ed. Companhia das Letrinhas), foi escrito pelo terapeuta e neurolinguista sueco Carl-Johan Forssén Ehrlin. Aplicando técnicas de programação neurolínguistica e relaxamento, ele criou a estorinha do coelho Roger.

O Colhinho que queria Dormir

Antes de começar a ler a estória para as crianças, o autor dá instruções sobre como a narrativa deve ser feita, com anotações em negrito, itálico e parênteses, onde você deve reforçar ou diminuir a entonação de voz, fazer sons onomatopaicos, incluir o nome da criança no meio da estória, bocejar…

Segundo o autor, o livro deve ser lido repetidas vezes, ou seja, várias noites seguidas, pode ser que não funcione logo de primeira, ele pode deixar a criança curiosa mas, com a repetição, lá pelo segundo ou terceiro dia, o cérebro já receberá a mensagem assim que você iniciar a leitura e daí, você pode fazer a “dancinha da vitória” se a criança dormir antes mesmo de você terminar a estória, e se por acaso isto acontecer, o autor recomenda que você termine a leitura sempre, mesmo com a criança já adormecida.

Coincidentemente (ou não), uma semana depois de ter recebido o release deste livro e o convite para testar, chegou aqui em casa outro, com a mesma proposta porém, escrito pelo britânico Grant Maxwell.

Grant, é phD em língua inglesa com especialização em Inteligência Artificial e evolução da consciência e psicologia transpessoal e usou todas as técnicas aprendidas durante seu doutorado e, em especial, os estudos junguianos sobre os sonhos, para criar para seu filho, uma estória que o acalmasse e o ajudasse a adormecer.

Durante suas experiências e experimentações com o pequeno, foi descobrindo e aperfeiçoando formas de narrar a estória que funcionavam melhor e assim, nasceu o livro “A Caminhada” (ed. Coquetel).

livro-A-Caminhada

A principal diferença entre os 2 livros, que eu percebi é que, na estória do sueco Carl, há muita repetição de frases e muitas frases de ordem como “durma já”, “adormeça já”, “feche os olhos”. Já na obra do britânico Grant, há maior uso de onomatopéias, o que deixa a história mais lúdica, fluída, envolvente e o passeio do garoto Mason, se torna uma viagem mais gostosa, que induz especialmente aos bons sonhos.

Na minha análise, completamente amadora, sem nenhum compromisso profissional mesmo, e baseada apenas na experiência de mãe leitora desde que os meus filhos nasceram e de leitora voraz desde os 5 anos, o sueco tenta uma “reprogramação cerebral” de verdade, com mensagem subliminares de ordens bem específicas enquanto o britânico, está mais preocupado em levar a criança para um sonho, uma viagem, que a fará acalmar e querer dormir.

Aqui em casa, o livro do britânico venceu! “A caminhada” fez as crianças adormecerem mais rapidamente.

Claro que, tudo é uma questão de gosto pessoal e eu tenho o palpite que, cada livro vai funcionar para cada tipo de pessoa e de acordo com a idade da criança. Quer dizer, não espere por milagres mas, aqui em casa, “A Caminhada” funcionou melhor porque, eu arrisco dizer, que ele é mais indicado para crianças maiores, à partir de 3/4 anos e vai até uns 8/9 anos.

“O coelhinho que queria dormir” deve funcionar melhor com crianças mais novinhas, entre 18 meses e 2 anos e até uns 6 anos, no máximo. Nessa faixa etária, eles ainda não estão tão atentos na interpretação do texto e se deixam envolver pelas palavras de ordem do livro, sem perceber as repetições e frases “meio sem sentido” literário colocadas no meio dos parágrafos.

Estórias que falam sobre a hora de dormir existem aos montes, logo mais eu vou fazer uma super lista com os top 10 livros para a hora de dormir. Aguardem!

 

Timespacomulher-Assinatura-LoretaBerezutchi

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